quarta-feira, 18 de novembro de 2009

...e ao mesmo tempo não tinha ninguém... pra conversar, pra abraçar, pra sorrir, pra amar! Como se tivesse um vazio por dentro, e não soubesse explicar!
Rodeado por pessoas e não podia sentir-se amado!
Podia sentir o calor das mãos ao ser tocado, mas, não era o suficiente!
Ouvia vozes chamando-o, mas, não sabia onde encontrá-las.
Considerou então, que era como estar dentro de um cubo de vidro: podia ver e não sentir; e não mais como o véu que se rasgou pra que o contado com o Pai fosse caloroso!
Desespero! Arrependimento! Anseio pra encontrar a liberdade!
Tum, tum! Tum, tum! Tum, tum!
Eis que começou ouvir algo lá no fundo.
Tum, tum! Tum, tum! Tum, tum!
E foi ficando cada vez mais rítmico e firme!
Tum, tum!
Era como o som do coração!
Tum, tum!
Que agora bate, e vem de encontro a vida, ao amor de verdade!
Sintiu que agora viveria uma vida de paz e alegria, e, que agora, uma pessoa apenas era o suficiente para o fazer feliz, completo e amado; descobriu, também, que essa pessoa o olhava, sempre, com um olhar justo, fiel e sábio, deixando-o livre para viver a vida como realmente quisesse, mesmo que fosse o caminho da perdição que o levou para o sofrimento; mas, sem saber, teve uma nova oportunidade, então, escolheu a vida e não mais o vazio de um caminho de felicidades impuras.

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